terça-feira, 30 de agosto de 2011
Memórias
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Comboios de Vidro
sábado, 8 de maio de 2010
A BUSCA... Parte III (desde 2 de Fevereiro de 2008)

Pensavas que me escapavas! – gritou o homem quase em fúria. Mas de mim não escapas tu. Pensavas que vindo para aqui apanhavas o comboio e desaparecias da minha vida. Queria tu, querias tu...
O “suspense” das pessoas aumentava a cada segundo e não havia já quem não estivesse vidrado naquele homem com aspecto de louco debruçado sobre os bancos daquele comboio.
Num repente... levantou-se... e carregando uma pequenina gatinha riscada no colo que afagava de segundo a segundo, desceu do comboio ignorando a tudo e a todos que o olhavam ora critica ora misericordialmente...
The End...(Finally)
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Dia-a-dia neste comboio...
A minha vizinha hoje pôs-se aos gritos que há cinco dias que ninguém ia buscar o caixote do lixo para dentro da respectiva carruagem. Pus-me a pensar que também contabilizo dias mas em relação a coisas – supostamente – mais importantes. Ora, se ela contabiliza dias do lixo e não coisas realmente importantes… não será ela mais feliz do que eu, já que não tem nada realmente importante com que ocupar a sua mente a não ser o lixo do comboio?
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Das Necessidades e Das Completudes
terça-feira, 27 de abril de 2010
Do afastamento...
*Foto por autor desconhecidoOlhou o estrelejo nos céus. As estrelas são os olhos de quem morreu de amor. Ficam nos contemplando de cima, a mostrar que só o amor nos concede eternidades."
in "Perfume", Estórias Abensonhadas, Mia Couto
Partir é Esquecer
Bebe do meu copo e agarra na garrafa.
Entra neste comboio comigo.
Para onde vamos? Não sei. Importa? Vem.
Partilha deste cigarro comigo.
Já sei que faz mal saúde mas que importa?!...
Vem, abraça-me. Abriga-me no teu corpo. Esqueçamos tudo. Remendemo-nos e às nossas feridas. Protejamo-nos das lágrimas que caem. Amanhã o sol há-de brilhar na próxima paragem. Sairemos. Sorriremos. Esqueceremos.
Vem comigo neste comboio.
Traz a garrafa.
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Leva-me contigo... para longe (Confissões)
*foto por autor desconhecidoPela primeira vez, o motorista de um comboio disse-me "olha" e eu arrependi-me de não olhar.
Tive pena de não entrar na locomotiva dele e de lhe dizer "leva-me para longe".
Sem pensar...
*Pagas-me um copo?
Cheers, Darling!

Parabéns a ti e à menina do bmw!
Muitos mais meses de felicidade.
Esqueçamos os anos desperdiçados e bebamos a vocês!
Que apanhem muitos comboios, que façam muitas viagens, que percorram muitos quilómetros juntos, observando as paisagens que se vislumbram das janelas das carruagens.
Que partilhem muitas camas de compartimentos privados.
Muitos SudExpress, muitos Expressos do Oriente, muitos TGVs, Alfas, ou interregionais.
Cheers, darling!
Here’s to you!
domingo, 25 de abril de 2010
Este comboio de corda que se chama coração
sexta-feira, 23 de abril de 2010
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Comboios Palmaníacos
Queria apanhar o SudExpress amanhã. Acho que já há lugares. Mas o correio atrasou-se e ainda não recebi e entretanto lembrei-me que tenho uma reunião amanhã e que ainda não estou de férias ou desempregada e vou ter aulas assistidas e ser avaliada e… Ainda não é desta.
Ontem ofereciam-se framboesas. Vermelhas e pretas. Gosto mais das vermelhas. Ou será das pretas? Ofereci um flute de espumante. Hoje o vinho está a terminar. Resta uma dose de whisky e três cervejas. As cervejas já têm oito semanas. Ninguém as bebe. Não gosto de cerveja nem de whisky mas bebia outro copo. Pagas-me um copo? Trazes-me uma garrafa? Bebes comigo? Queres beber as cervejas? E o whisky? Não quero olhar mais para elas. Não me servem de nada. O Passado já lá foi...
Lembrei-me que no comboio para Santarém um dos meus amores ficou com o meu CD dos Def Leppard. Aquele do Love & Hate e do Love Bites. Já senti as mordidas do Amor. Rasgou-me a pele. Fiquei marcada. E no comboio para Lisboa outro dos meus amores ficou com um livro meu. Faz-me lembrar o Love & Hate dos Def Leppard que perdi. Amo-te! Amo-te ainda! Amar-te-ei sempre? Mas odeio-te em igual medida! Detesto perder livros! Não gosto que fiquem com os meus livros! Fica com tudo de mim mas não com os meus livros! Odeio-te! Amo-te! Odeio-te por te amar tanto! Ou amar-te-ei por te odiar tanto? Não sei… Amo-te?
Talvez agora a coisa dê… Agora que o passado foi à história.
Encontro-me numa qualquer estação. A do Rossio que é a mais bonita, para me desencontrar da menina do BMW que apanha o comboio na estação do Areeiro.
E as framboesas acabaram e o vinho acabou. E tu? Pagas-me um copo? Mostras-me que não há diferença entre amar e foder? Apagas-me? Reeditas-me?
Iremos encontrar-nos noutra estação? Apanharemos um comboio juntos? Vens comigo no SudExpress? Desarruma-me as ideias. Já passei por tantas mudanças que não sei mais quem sou nem para que estação me dirigia.
E as framboesas acabaram e o vinho acabou. Pagas-me um copo?
Cá estamos nós outra vez…
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Henrik no Comboio
por Henrik
terça-feira, 20 de abril de 2010
SudExpress e Cabelos de Framboesa (3)
Talvez no final da semana consiga entrar no SudExpress. Ir até ao Louvre e dizer à Mona Lisa que pare de se fingir tão puritana, que é uma puta! Que estou farta dela e não sei o que vêem nela! Naquela puta, insípida, cheia de falsos moralismos, mulher-anjo-mistério que finge não querer ser tocada quando olha para o Leonardo cheio de vontade de o foder como uma perdida.
Talvez no final da semana consiga entrar no SudExpress.
No outro dia alguém me disse que somos nós que temos que nos adaptar ao mundo e não o mundo a nós. Não percebo o que quer isso dizer. Porque tenho eu de me adaptar ao mundo? O mundo é tão grande, tão vasto, tão desorganizado, tão confuso, tão cheio de incongruências, tão desequilibrado, tão injusto. O mundo está sempre a mudar de ideias. Como me posso eu estar constantemente a adaptar às suas vontades? Não, não quero. O mundo que se adapte a mim e às minhas vontades. Eu não sigo os caminhos que o mundo quer. Sigo os meus. Apanho os comboios que quero. Uso o meu livre-arbítrio. Não sei qual é o caminho que vou tomar mas sei que não é aquele que o mundo quer!
E talvez no final da semana consiga entrar no SudExpress e sentar-me com um livro na mão nas escadarias do Sacré Coeur.
Vou lavar o cabelo de vermelho-vivo-sangue-paixão.
segunda-feira, 19 de abril de 2010
SudExpress e Cabelos de Framboesa (2)
O SudExpress continua lotado. E eu que queria tanto ir a Paris. Eu que queria encher as minhas malas de mim e de ti e levar-te comigo na mala para que pudesses ver Paris. Tu que tens as pernas tão presas a esses ramos da cerejeira que ela tanto contempla todas as manhãs. Tenho pena da tua ilusão de independência, tu que estás tão amarrado ao teu falso mundo, à tua falsa liberdade que não te leva a lado nenhum. Gritas tanto que és livre e de tanto pensares na tua liberdade não vais a lado nenhum.
Há dias passei horas a discutir se se fodia ou se se fazia amor. Disseram-me que era infantil fazer amor. Que nada disso existia. De facto, senti-me tremendamente fodida por essa ideia! Sou tão mulher e quero fazer amor. Quero fazer amor! Faz-se arte. Faz-se poesia. Faz-se literatura. Faz-se alguém feliz. Fazemo-nos felizes (ou infelizes). Eu quero fazer amor! Não se diz “make love not war”? Portanto, faz-se amor! Eu quero fazer amor! Mas também quero foder! Quero meter-me-te no SudExpress e foder-me-te-nos! Mandar foder tudo! Fode-te! Foda-se! Foda-se tudo! Vai-te foder! Pensando bem… já resta muito pouco amor… Mas eu não gosto da passividade de ser fodida.
E o SudExpress continua lotado. E os meus cabelos cheiram a framboesas vermelhas e eu hoje apetece-me sujar os dedos de framboesas pretas. E prender-me em lenços de seda.
domingo, 18 de abril de 2010
SudExpress e Cabelos de Framboesa (1)
Logo agora que eu queria dar um pulinho até Paris e refugiar-me dentro do Louvre, o SudExpress está lotado.
Logo agora que eu queria olhar a Mona Lisa e dizer-lhe”Porra! O que é que tu tens de tão especial que deixas os homens presos no teu olhar?! Eu não vejo o que tens de especial! És feia, porra!”
Logo agora que eu queria passear no Sena à noite.
Logo agora que eu queria comprar livros numa feira de rua e subir até ao Sacré Coeur e sentar-me nas escadas a apreciar a vista.
Logo agora, o SudExpress está esgotado.
O meu champô é vermelho vivo, cor de sangue, cor de paixão e feito de framboesas vermelhas e seda. Gosto de framboesas vermelhas. E das pretas também. Gosto de quando te amarrava com lenços de seda e não podias fugir de mim. O meu champô vermelho vivo cheira bem nos meus cabelos castanho – cobre – doirados.
E logo agora não há mais bilhetes de comboio e não posso ir para Paris.
Hoje sorri . Senti-me aliviada ao pensar nas tuas incongruências. Sorri ao perceber que hasteias a bandeira da independência e de que estás sempre tão dependente de alguém, sempre necessitado de um empurrão para fazer coisas, para ver lugares. E eu, eu já vi mais mundo que tu, eu sigo livre e solta, só, sempre só, mas sempre em movimento. Vou onde o vento me sopra – menos agora que o SudExpress está lotado. Eu vejo o Miguel Guilherme e a Isabel Abreu, vejo a Maria do Céu Guerra, vejo a Rita Blanco, o Miguel Luís Cintra, ópera, teatro, música, pintura, fotografia, escultura, artes plásticas, vejo a Joana Vasconcelos e o Robert Longo, vejo Paris, Londres, Madrid, Berlim, Roma, Nápoles, Matera, Pompeia. Não dependo de ninguém e vou a todo o lado – menos agora que o SudExpress está lotado. E tu queres ser o fumo do charro que enrolas para poderes libertar-te mas não sais desse teu sítio sem que alguém pegue em ti, qual charro passado, e te transporte para as mãos de um outro lugar. Tu afundas-te nessa garrafa que esvazias, sem conseguires vir à tona e derivar para outro cais. E eu sou livre. Mas o SudExpress está lotado…
sábado, 10 de abril de 2010
Viagens da Treta e Contos de Fadas Mal Contados

quinta-feira, 20 de novembro de 2008
Desabafos ou De como dar a volta a um blogue temático quando não conseguimos produzir texto
*Foto daquisexta-feira, 19 de setembro de 2008
Pequenas reflexões (na falta de tempo, vontade e inspiração para escrever “a sério”)
Iniciei este blogue temático, intitulando-o “A ver passar comboios…”, não propriamente pelo prazer ou fascínio em torno deste meio de transporte mas pelo aforismo e correspondente significado. Na verdade, é uma metáfora a que ao longo da minha vida recorri não raras vezes. A estação da vida é uma soma de chegadas e partidas. A frase e a ideia não serão da minha autoria pois já as ouvi repetidas vezes nos mais variados meios, mas traduz muito bem aquilo que penso.
Porém, a minha vida pessoal e profissional tem-me obrigado nos últimos tempos a fazer uso deste meio de transporte, no meu dia-a-dia (sobretudo por razões económicas). Tenho até procurado casa junto a estações – por razões práticas de agenda.
Com isto descobri um imenso prazer em andar de comboio e desenvolvi um fascínio por estações. Gosto do comodismo, gosto de ver a paisagem lá fora, as pessoas a caminhar, os carros parados em filas de trânsito. Gosto de ver a paisagem a ficar para trás e imaginar que é o passado que passa por mim até não mais o conseguir alcançar. Gosto das estações de comboio, do movimento agitado das pessoas que me faz repensar a vida e querer abrandar, das despedidas carinhosas, das despedidas necessárias e dos calorosos reencontros. Gosto das malas de viagem que me lembram outras chegadas e partidas em momentos sempre felizes da minha vida. Gosto da Estação de Roma-Areeiro porque lá muito perto construí um lar, mesmo que por um muito breve período de tempo, que tive muita tristeza em abandonar. E gosto da bonita e renovada Estação do Rossio, com um ambiente e arquitectura absolutamente romântico e europeu, com os seus candeeiros de pé alto.
Não quero ficar a ver passar comboios. Cansei de ver outros passageiros tomar o meu lugar. Quero apanhar o comboio do hoje e agora.
domingo, 7 de setembro de 2008
Linhas Férreas de Desilusão
*Foto por Inácio SilvaQue fizemos nós, humanos entre humanos, que deuses criamos e derrubamos? Vês os calos que preenchem tuas mãos fazendo traços sobre traços? Não são linhas de destino são linhas férreas de desilusão.»












