Assim ando eu com os meus comboios. Tenho perdido tantos comboios que, agora que este Alfa parou violenta e repentinamente à minha frente, isto me assusta. Vejo as pessoas dentro das carruagens desorientadas e despenteadas pela travagem brusca. Compõem as roupas e olham em redor intrigadas com a paragem. Fixam os olhares em mim, única pessoa que se encontra ali de fora, na linha 1, esperando... A porta da carruagem está mesmo à minha frente, aberta, convidando-me a entrar. Confesso que há muito que espero aquele comboio mas, de tanto o ter perdido ou este ter fugido de mim, agora apanhou-me de surpresa e não sei o que fazer. Até porque não era suposto ele fazer esta paragem! Não ali, não hoje! Não admira que as pessoas estejam desorientadas!! Seguro o corrimão da porta de acesso, preparando-me para subir, alço a perna e pouso o pé no degrau mas... estaco! Paralisei! Não sei o que fazer! Toda a vida fui decidida mas agora... tenho medo... E se a meio do caminho o comboio pára novamente para me expulsarem de lá? E se não chego ao meu destino? Mas... espera... para onde vai este comboio?! Subo as escadas com firmeza e pergunto. Respondem-me que cada qual tem o seu destino e ninguém sabe ao certo para onde vai... só sabem que é tempo de seguir.
quinta-feira, 8 de maio de 2008
Dos Novos mas Esperados Caminhos e o Medo da Felicidade
Assim ando eu com os meus comboios. Tenho perdido tantos comboios que, agora que este Alfa parou violenta e repentinamente à minha frente, isto me assusta. Vejo as pessoas dentro das carruagens desorientadas e despenteadas pela travagem brusca. Compõem as roupas e olham em redor intrigadas com a paragem. Fixam os olhares em mim, única pessoa que se encontra ali de fora, na linha 1, esperando... A porta da carruagem está mesmo à minha frente, aberta, convidando-me a entrar. Confesso que há muito que espero aquele comboio mas, de tanto o ter perdido ou este ter fugido de mim, agora apanhou-me de surpresa e não sei o que fazer. Até porque não era suposto ele fazer esta paragem! Não ali, não hoje! Não admira que as pessoas estejam desorientadas!! Seguro o corrimão da porta de acesso, preparando-me para subir, alço a perna e pouso o pé no degrau mas... estaco! Paralisei! Não sei o que fazer! Toda a vida fui decidida mas agora... tenho medo... E se a meio do caminho o comboio pára novamente para me expulsarem de lá? E se não chego ao meu destino? Mas... espera... para onde vai este comboio?! Subo as escadas com firmeza e pergunto. Respondem-me que cada qual tem o seu destino e ninguém sabe ao certo para onde vai... só sabem que é tempo de seguir.
sexta-feira, 21 de março de 2008
Dia Mundial da Poesia

*Foto por Nuno Inácio
Para onde vai essa mulher, a arrastar-se no passeio, agora que já é quase noite, com a almotolia na mão? Aproximai-vos: não nos vê.
Não sei o que é mais cinzento,
se o aço frio dos seus olhos,
se o cinzento debotado desse xaile
com que envolve o pescoço e a cabeça, ou se a paisagem desolada da sua alma.
Vai devagar, arrastando os pés, gastando as solas e gastando as lajes,
mas levada
per um terror
obscuro,
por uma vontadede evitar algo horrível.
Sim, estamos enganados.
Esta mulher não avança no passeio
desta cidade,
esta mulher vai por um campo hirto,
entre valas abertas, valas antigas e recentes,
e tristes montões
de humana dimensão, de terra removida,
de terra
que já não cabe na cova de onde se tirou,
entre abismais poços sombrios,
e turvas furnas súbitas,
cheias de barro e água lodosa e sudários andrajosas da cor do desespero.
Oh, sim, conheço-a.
Esta mulher conheço-a: veio num comboio,
num comboio extensíssimo;
viajou durante muitos dias
e durante muitas noites:
umas vezes nevava e estava muito frio,
outras vezes brilhava o sol e o vento sacudia
arbustos juvenisnos campos onde incessantemente estalam estranhas flores acesas.
rela viajou, viajou sempre,
enjoada pelo ruído das conversas,
pelos solavancos das rodas
e pelo fumo, pelo odor a nicotina rançosa.
Oh!:noites e dias, dias e noites, noites e dias, dias e noites,
e muitos, muitos dias,
e muitas, muitas noites.
Mas o horrível comboio foi parando
em tantas estações diferentes,
que ela não sabe ao certo nem como se chamavam, nem os lugares,
nem as épocas.
Ela
recorda apenas
que em todas era frio,
em todas era escuro,
e que ao partir, ao arrancar o comboio,
sempre compreendeu
como é brutal a investida da injustiça absoluta,
sentiu sempre
uma tristeza que era como uma centopeia monstruosa suspensa da sua face, como se com o arrancar do comboio lhe arrancassem a alma,
como se com o arrancar do comboio lhe arrancassem inumeráveis margaridas,
brancas como a sua alegria infantil na festa da aldeia, como se lhe arrancassem os dias azuis, o gozo de amar a Deus e essa von[tade de minutos em sucessão a que chamamos viver. Mas as lúgubres estações afastavam-se,
e ela assomava frenética às janelas,
gritando e retorcendo-se,
só
para ver afastar-se na infinita planície
isso, uma estação solitária,
um lugar
assinalado nas três dimensões do grande espaço cósmico
por uma cruz
sob as estrelas.
E adormoceu por fim.
sim, dormitou na sombra,
embalada por um fundo de longínquas conversas,
por gritos sufocados e risos embaciados,
como de gente que falasse através de mantas muito espessas,
apenas rasgadas de repente
por choros de crianças que acordam molhadas a meio da noite,
ou por cortantes guinchos de raparigas a quem nos túneis beliscam as nádegas, ... enjoada ainda pelo fumo do tabaco.
E viajou noites e dias, sim, muitos dias,
e muitas noites.
Parando sempre em estações diferentes,
sempre com uma ânsia turva de descer também, de ficar ela também, ai,
para sempre partir de novo com a alma lacerada,
para sempre dormitar de novo em trajectos infindáveis.... Não soube nunca como.
E seu sono era cada mais profundo,
iam cessando,
quase tinham cessado por fim os ruídos à sua volta:
só por vezes um riso como um punhal que brilha um instante nas sombras, um guincho como um limão acre que põe a noite amarela um momento.
E depois nada.
Só a velocidade,
só os solavancos de madeiras e ferro
do comboio,
só o ruído do comboio.
E esta mulher acordou na noite,
e estava só,
e olhou à sua volta,
e estava só,
e começou a correr pelos corredores do comboio,
de um vagão para outro,
e estava só,
e procurou o revisor, os serventes do comboio,
qualquer empregado,
algum mendigo que viajasse oculto sob um banco,
e estava só,
e gritou na escuridão,
e estava só,
e perguntou na escuridão
e estava só,
e perguntou quem conduzia,
quem movia aquele horrível comboio.
E ninguém lhe respondeu,
porque estava só,
porque estava só.
E continuou dias e dias,
louca, frenética,
no enorme comboio vazio, onde não vai ninguém, que ninguém conduz.... E essa é a terrível,
a estúpida força sem pupilas,
que ainda faz que essa mulher
avance, avance no passeio,
gastando a sola dos velhos sapatorros,
gastando as lajes,
entre valas abertas de um e outro lado,
entre montões de terra,
de dois metros de comprido,
com o tamanho exacto
da nossa ternura de corpos humanos.
Ah, por isso essa mulher avança (na mão, como o atributo de uma semideusa, [a almotolia), abrindo com amor o ar, abrindo-o com excelsa delicadeza,
como se caminhasse sulcando um trigal onde o grão está a formar-se,
sim, como se fosse sulcando um mar de cruzes, ou um bosque de cruzes,
[ou uma nebulosa de cruzes de cruzes próximas,
de cruzes distantes.
Ela,neste crepúsculo cada vez mais sombrio,
inclina-se,
vai curvada como um ponto de interrogação,
com a espinha dorsal arqueada
sobre o solo.
Espreita pelo caixilho do seu próprio corpo de madeira, como se espreitasse pela janela
de um comboio,
ao ver afastar-se a estação anónima
em que devia ter ficado?
Será que lhe pesam, que se suspendem do seu cérebro suas lembranças de terra em putrefacção,
e se lhe esticam tensos cabos invisíveis
desde suas sepulturas dispersas?
Ou como essas amendoeiras
que no verão estiveram carregadas de demasiados frutos, conserva ainda no inverno o tenro viço,
guarda ainda o doce ramo tombado
pela carga e pela companhia,
em seus tristes ramos nus, onde já nem pousam os pássaros?
Dámaso Alonso
Tenho a dizer...
*Foto por António Amenquinta-feira, 13 de março de 2008

Matei-te!
*Foto por Álvaro Duartequarta-feira, 12 de março de 2008
terça-feira, 11 de março de 2008
Where to...?

domingo, 17 de fevereiro de 2008
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
Viagens da Mente, ou Da Loucura

"A Estação do Rossio reabre amanhã."
Rossio... Que bonito... Queria viajar. Queria apanhar o comboio. Rumar a Sintra outra vez. Quero verde. Estou farta destas quatro paredes... Branco. Paredes. Vazio. Prisão. Escuro. Silêncio. Doí-me a cabeça. Estou mal disposta. Cansada.
"Concerto de Maria João e Mário Laginha"
"Não se esqueça que o prazo termina dia 20"
"the garden from the Calouste Gulbenkian Foundation provide the Lisbon citizens a meeting with themselves (...) ; ...shelter and ... openness ... of the gardens at the cloisters of Alcobaça or of the Jerónimos...?!; the space of opening in chaos, at the lawn of Seteais...?!; and those, at the same place, that throw us over the horizon, starting a conversation with the infinite...?!;"
Jardins. Jardins. Jardins.
QUATRO PAREDES E AS TREVAS ali fora, à janela... Jardins! Quero apanhar o comboio, sentar-me à janela, olhar os campos por aí fora e ver os nossos JARDINS!
"aquele em que o Objecto se subjectiva sem deixar nenhum resíduo de morta coisalidade, enquanto o Sujeito se reconhece, por seu turno no Objecto e nele se compenetra, constituindo-se como espírito inteiramente objectivado na presença sensível do Objecto."
Que estás tu a dizer, pá?!
Jardins... Quero apanhar o comboio... 4 paredes... dói-me a cabeça... cansada... tenho de trabalhar...sábado, 2 de fevereiro de 2008
A BUSCA... Parte II

A agitação era geral... já havia um amontoado de pessoas na plataforma que se digladiavam para chegarem a um lugar mais próximo de onde pudessem assistir à acção mais de perto...
AH AH!! ACHEI-TE!! EU SABIA... PENSAVAS QUE ME ESCAPAVAS NÃO ERA?! – Ouviu-se ao fundo, na divisória entre as carruagens... e o “suspense” tomou conta de todos...
To be continued...
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
A BUSCA... Parte I

Entrou notoriamente enraivecido no comboio... olhou em volta como quem faz um SCAN ao mais ínfimo detalhe a tudo e a todos... gritou algo que ninguém pareceu entender... e continuou a sua busca... passou a pente fino toda a carruagem olhando para todos os passageiros com um ar aterrador. Os passageiros esses, agarrados aos seus lugares... apenas olhavam por cima dos encostos à sua frente... num misto entre o esconder-se e o de tentar perceber o que se estava a passar... quem era aquele homem?! O que procurava?! E porque olhava para todos como se fossem os maiores suspeitos de algo que ninguém sabia o quê?!
Voltou a gritar!! – ONDE ESTÁS??? – desta vez perfeitamente audível por todos... e assim continuou... gritando, murmurando e explorando cada centímetro das carruagens daquele comboio... – Pensas que me escapas, é?! Não... Não escapas!! Vou encontrar-te!! E vais ver o que te vai acontecer!! – continuava a gritar à medida que continuava a sua busca sôfrega e agitadora...
Deve ser maluquinho... – sussurravam duas velhotas ao fundo da carruagem...
De repente... fez-se um silencio sepulcral... uma acalmia repentina tomou conta do comboio... como se aquele homem se tivesse evaporado... os passageiros continuavam a olhar uns para os outros e pelas janelas na tentativa de saber o que se passava... alguns, mais curiosos, levantavam-se e caminhavam até à porta, espreitando lá para fora... mas NADA... voltavam aos seus lugares de caras interrogativas e sem nada para contar...
Quem seria aquele homem e quem procurava?! Era a dúvida que acercava o pensamento de todos...
To be continued...
domingo, 27 de janeiro de 2008
Fugas
sábado, 22 de dezembro de 2007
quinta-feira, 6 de dezembro de 2007
Em Busca da Felicidade (Parte V)

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
Em Busca da Felicidade (Parte IV)

No seu colo permanecia um jornal de aspecto político ou económico que trazia na fila debaixo do braço... que ali jazia... imóvel... exactamente como fora deixado quando o seu dono ocupou aquele lugar... nem sequer os olhos por ele passou... estava... hipnotizado... catatónico... apenas as funções vitais pareciam funcionar...
Hora de saída... mais apressadamente que nunca ela arrumou todas as suas coisas... a sua mesa ficou de uma forma que quase parecia que ia de ferias ou pelo menos, ficar ausente do emprego por vários dias... olhou para a porta lateral e ele rapidamente seguiu o seu olhar percebendo de imediato o que ela lhe estava a querer dizer...
Levantou-se e saiu num flash e esperou a sua saída em frente à porta... ela saiu... olhando para o chão com um aspecto tímido e inseguro... lentamente foi levantando o olhar até estar olhos-nos-olhos com aquele homem... lentamente ele alcançou a sua mão gelada e tremula e a acariciou levemente... entrelaçaram os dedos dando as mãos... e iniciaram uma caminhada pelo passeio...
terça-feira, 4 de dezembro de 2007
Em busca da Felicidade (Parte III)

Aguardando mais alguns segundos em frente ao vidro que os separava, ele ali aguardava... não sabia bem o que esperar ou o que estava à espera... mas não parecia querer mover-se um milímetro que fosse... MEXEU-SE... voltou-se quase 180º como quem se vai afastar ou ir embora... sendo esse o único gesto que fez descolar a garganta daquela vendedora de bilhetes – Onde vai?! – disse ela assustada. – Vai-se embora?!
Não!! – disse esboçando um sorriso – vou ficar aqui... daqui não saio sem uma resposta sua... sentando-se, ao fundo da sala... no ultimo banco... o mais longe da bilheteira mas estrategicamente de FRENTE para ela... e ali ficou... aguardando... pacientemente...
(To be Continued)
terça-feira, 27 de novembro de 2007
Viagens (Pensamento)

segunda-feira, 26 de novembro de 2007
Em Busca da Felicidade (Parte II)

Acordando deste estado de hipnose ele disse - Peço desculpa menina, não me fiz entender e acabei por estar a fazê-la perder o seu tempo... a verdade é que não conheço nem pretendo ir para nenhuma localidade com esse nome... mas é verdade que o que pretendo de si é um “bilhete virtual” para a felicidade... há meses que por aqui passo e compro bilhetes para locais onde nunca fui, reservo lugares em comboios onde nunca entrei, ocupo cadeiras onde nunca sequer fiz tensão de me sentar... por um motivo apenas... para a ver... para falar consigo... para a poder olhar de mais perto... essa é a verdade... estou apaixonado por si... penso em si mais vezes por dia do que o numero de bilhetes que vende... é isso que quero de si hoje... o único bilhete verdadeiro... aquele que quero na realidade usar e guardar comigo... pois não passa de validade...
Um silêncio ainda maior tomou conta da estação... as pessoas calaram... gelaram... parecia que o tempo havia parado e até os comboios tinham deixado de passar... um raio de sol entrou pela janela e iluminou o rosto da menina da bilheteira reflectindo-se com maior intensidade numa gotinha... numa pequenina lágrima de emoção que lhe escorria pela face... os seus olhos brilhavam como nunca antes haviam brilhado parecendo duas estrelas...
O silêncio quebrou-se por um aplauso tímido ao fundo da fila que, qual onda que se forma no mar e se estende e ganha força até rebentar na praia, se propagou e contagiou todos os presentes tornando-se num aplauso sonoro e ruidoso que agora se fazia ouvir. Á medida que o aplauso aumentava de volume também as lágrimas de emoção aumentavam o seu ritmo de formação e queda no rosto da menina da bilheteira que chorava agora copiosamente...
(To be continued)
quinta-feira, 22 de novembro de 2007
Em Busca da Felicidade (Parte I)

A fila avançava lentamente e após alguns minutos o mesmo homem ficou cara-a-cara com a menina da bilheteira.
Fez-se um silêncio sepulcral na bilheteira, nem as crianças que até segundos antes brincavam ruidosamente ao fundo da estação pareciam conseguir soltar um som que fosse...
A menina após alguns segundos de inércia debruçou-se sobre o ecrã do computador que tinha a frente e começou a percorre-lo de ponta a ponta numa busca quase frenética... as pessoas que aguardavam na fila começavam a mostrar alguma impaciência e espreitavam por cima dos ombros uns dos outros tentando perceber o que se passava e o porquê da fila não avançar...
Mais uma tentativa... de busca... mas em vão... levantou-se a abandonou por momentos o seu lugar perante o quase desespero dos muitos que aguardavam na fila de espera... dirigiu-se ao gabinete do chefe da estação... após alguns segundos voltou com o mesmo olhar triste com que tinha entrado... dirigiu-se ao cliente e disse: Olhe, o senhor desculpe... mas é que eu não consigo encontrar nenhuma localidade com o nome que me indicou...
Ele... apenas sorriu...
quarta-feira, 14 de novembro de 2007
Pensamentos em Surdina (ou um post do meu tamanho: pequenino)
*Foto por Cláudio Márcio LopesNovamente a vida os juntou, num outro comboio, a uma hora diferente do habitual.
A cidade acordava lentamente para a agitação e o corropio natural de uma semana que ainda vai a meio. O sol espreitava pela manhã mas, ainda ensonado, não abraçava os corpos de quem na rua passava.
Numa ponta da carruagem ela tremia e perguntava-se por que raio achava que ia ter calor e não houvera vestido um casaco, enquanto o seu olhar ia perscrutando os lugares ao seu redor e olhava com ansiedade para o relógio e para o telemóvel. Estava atrasado... porque não chegava nem dizia nada? Finalmente, viu-o ao fundo da carruagem. Expectante. Ansioso também. “Tonto. Enganaste-te. Era no 7 e não no 17.”
- Já ali estava há 5 minutos à tua espera...
- Ali? Não te vi...
- Pois eu reparei... tentei fazer-te sinal mas tu nada.
Olharam-se. Sorriram-se e repente ela sentiu-se quente e aconchegada. “Como a vida brinca connosco... Como a vida brinca...”



